A terça-feira, 22 de setembro, marcou um dia de intensa atividade e desafios para os moradores e trabalhadores que dependem das estradas rurais de Fernandópolis. As chuvas intensas que caíram sobre o município deixaram um rastro de estrago significativo, transformando trechos importantes em verdadeiros obstáculos intransponíveis para motoristas de veículos leves, caminhões e máquinas agrícolas, além de prejudicar o escoamento da produção agrícola. Com a lama e a erosão dominando as vias, a mobilidade se tornou um problema sério. No entanto, para a sorte de quem vive e trabalha no campo, a resposta da administração Municipal veio com a agilidade necessária. As equipes da Secretaria Municipal de Agricultura já estão com a mão na massa, trabalhando incansavelmente para devolver a trafegabilidade e, consequentemente, garantir que a produção agrícola local possa ser transportada sem interrupções, um pilar fundamental para a economia da região.
Quem acompanha o comportamento do tempo sabe que a chegada da primavera trouxe consigo um pacote completo de mudanças climáticas. Depois de um longo período de calorão intenso e uma secura prolongada que castigou a vegetação e o solo, a chuva finalmente veio, e veio com força total. A previsão meteorológica indica ainda mais instabilidade para os próximos dias e semanas, com a possibilidade de influência do fenômeno El Niño, que historicamente pode trazer consigo temporais mais fortes, acompanhados de rajadas de ventos intensos e até mesmo granizo em algumas regiões. Em outras palavras, a recomendação é se preparar, porque a estação das águas está apenas começando e promete ser bastante ativa. Setembro, aliás, já costuma ser um mês de aumento considerável na precipitação por aqui, marcando a transição para um período mais úmido.
Diante da urgência da situação e da necessidade premente de ação, o prefeito João Paulo Cantarella e o secretário de Agricultura, Waldir Antônio Bassan Júnior, conhecido como Di Bassan, agiram de imediato, demonstrando proatividade e compromisso com a população rural. Um dos pontos que recebeu atenção prioritária e mobilizou grande parte dos recursos e equipes foi a estratégica estrada do Eleotério/Milton Leite, uma via crucial para o transporte de diversas culturas. Por lá, máquinas pesadas e operários qualificados realizaram um serviço completo e abrangente: desde o patrolamento minucioso, que visa nivelar a superfície e remover irregularidades, passando pelo nivelamento preciso da pista, a aplicação generosa de cascalho para aumentar a resistência e durabilidade do solo, até a compactação do solo, que garante a estabilidade e previne a erosão futura. O objetivo é claro e direto: assegurar que o pessoal da roça consiga ir e vir sem perrengues, sem atrasos e com segurança, e que a safra, tão arduamente cultivada, chegue ao seu destino final, seja ele o mercado consumidor ou os centros de processamento. E a promessa é que o trabalho de recuperação e manutenção não para por aí, com as importantes estradas do Lageado e do Açúcar já na mira para receber os mesmos cuidados e investimentos necessários.
Para a população rural de Fernandópolis, a agilidade na recuperação e manutenção das vias significa muito mais do que apenas estradas transitáveis. Representa menos prejuízo financeiro, já que o transporte de produtos e insumos se torna mais eficiente e menos custoso, e mais segurança para todos que precisam se deslocar. Afinal, essas vias são, sem exagero, a artéria por onde pulsa a economia agrícola da nossa cidade, conectando produtores a mercados, famílias a serviços essenciais e garantindo o fluxo vital de tudo que é produzido no campo. Sem elas em boas condições, o transporte de insumos e produtos se transforma em um tormento diário, encarecendo os custos de produção, atrasando a entrega de mercadorias e, em última instância, impactando negativamente a vida de quem trabalha duro para alimentar a cidade.
Mas, cá entre nós, a manutenção das estradas rurais Fernandópolis é uma batalha constante e um desafio permanente, não apenas uma ação isolada em resposta a uma emergência. E é justo reconhecer que a Secretaria Municipal de Agricultura já vinha se movimentando de forma proativa. Em junho deste ano, por exemplo, o período de estiagem, que normalmente é de menor movimento nas estradas, foi inteligentemente aproveitado para intensificar o patrolamento e a manutenção preventiva de outras vias importantes, como a estrada do Coqueiro e a estrada Pingo d’Água, preparando-as para o período chuvoso que se aproximava. E não podemos esquecer o papel fundamental que a Secretaria Municipal de Obras, Infraestrutura, Habitação e Urbanismo também desempenhou, realizando a recuperação de impressionantes sete pontes rurais ao longo do ano de 2026, com um investimento considerável de cerca de R$ 50 mil. Esse trabalho de recuperação de pontes é absolutamente essencial para a segurança dos usuários e para garantir o escoamento ininterrupto da produção agrícola, pois uma ponte danificada pode isolar comunidades inteiras. É um esforço contínuo que atravessa gestões, como vimos com o bem-sucedido programa “Melhor Caminho” na administração anterior do então prefeito André Pessuto, que garantiu 17 km de melhorias substanciais nas vias rurais com um investimento robusto de R$ 2,5 milhões. Isso mostra que, independentemente de quem esteja no comando da prefeitura, a infraestrutura rural de Fernandópolis é uma pauta que sempre pede atenção prioritária e investimentos contínuos, sendo um tema transversal e de interesse permanente da comunidade.
Enquanto a poeira baixa nas estradas (ou a lama seca, dependendo do ponto de vista e da época do ano), a Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Fernandópolis mostra que a preocupação com o produtor rural vai muito além da simples manutenção do asfalto (ou do cascalho). Hoje mesmo, quinta-feira, 24 de setembro, a pasta está promovendo um ciclo de palestras sobre temas cruciais e de grande relevância para o planejamento e a sustentabilidade dos negócios rurais, como a complexa questão da sucessão familiar e as implicações da nova reforma tributária, especialmente focando no Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), cujas alíquotas podem chegar a expressivos 8%. Uma iniciativa importante e louvável para que nossos agricultores não só tenham estradas adequadas para escoar a produção, mas também acesso a conhecimento estratégico e informações atualizadas para planejar o futuro de seus negócios em um cenário econômico e legislativo que está sempre em mudança e apresenta novos desafios.
No fim das contas, a resposta rápida e eficaz da gestão do prefeito João Paulo Cantarella às chuvas recentes é um alívio tangível para quem depende do campo para viver e produzir. É um lembrete claro de que, mesmo com os desafios imprevisíveis que a natureza impõe e as complexidades inerentes à legislação e à burocracia, o trabalho incansável para manter Fernandópolis em movimento e garantir o bem-estar de sua população rural continua. E, para o produtor rural, ter estradas transitáveis e seguras, aliadas a informações estratégicas e atualizadas na ponta da língua, é o mínimo que se espera e se exige de uma administração Municipal atenta e comprometida com as suas necessidades e com o desenvolvimento sustentável da região.


