Cadeiras vazias no Distrito Empresarial Lauro Marson: Vereador cobra

Cadeiras vazias no Distrito Empresarial Lauro Marson: vereador Daniel Arroio cobra explicações da gestão João Paulo Cantarella

Fernandópolis, 7 de outubro de 2026 – O que acontece quando a promessa de desenvolvimento econômico esbarra na dura realidade de galpões vazios e terrenos ociosos? Essa é a crucial pergunta que o presidente da Câmara Municipal de Fernandópolis, vereador Daniel Tridico Arroio (PSD), lançou diretamente sobre a administração do prefeito João Paulo Cantarella (PL) nesta última quarta-feira. O vereador protocolou um requerimento detalhado que busca respostas e justificativas sobre a evidente falta de atração de novas empresas e empreendimentos para a cidade. O documento oficial, identificado sob o número 219/2026, foca sua atenção de forma específica e incisiva na preocupante situação do Distrito Empresarial Lauro Marson e, mais amplamente, na estratégia adotada pelo Poder Executivo municipal para impulsionar o crescimento econômico e a geração de empregos em Fernandópolis.

A cobrança articulada pelo vereador Arroio não surgiu de um vácuo ou de uma motivação isolada; ela é um reflexo direto de uma preocupação genuína e crescente que ressoa fortemente tanto nas ruas movimentadas quanto nos corredores da cidade. Essa inquietação central gira em torno de temas vitais como a criação de novos postos de trabalho e o desenvolvimento econômico sustentável de Fernandópolis. Afinal, questiona-se, qual a real utilidade de manter um distrito empresarial que ostenta um nome de destaque e uma estrutura potencialmente promissora, como o Lauro Marson, se ele não consegue cumprir sua função primordial e essencial de abrigar novas indústrias, comércios e empresas de serviços? O distrito em questão, para aqueles que talvez não estejam familiarizados com sua localização estratégica, situa-se precisamente na divisa da movimentada Rodovia Euclides da Cunha (SP-320), uma artéria viária de grande importância que, teoricamente, deveria funcionar como um poderoso chamariz e um ímã natural para a atração de investimentos de grande porte e de pequenas e médias empresas.

No plenário da Câmara Municipal, o vereador Daniel Arroio não hesitou em usar palavras fortes e diretas para expressar seu descontentamento e sua urgência. Ele fez questão de lembrar publicamente que a gestão do prefeito João Paulo Cantarella está se aproximando rapidamente de completar seus dois primeiros anos de mandato. E, apesar do tempo transcorrido e das expectativas geradas, o saldo concreto de novas empresas efetivamente instaladas no distrito industrial permanece em um desolador e inaceitável número: zero. Sim, zero novas instalações! E o vereador foi enfático ao ressaltar que essa estagnação não pode ser atribuída a uma suposta falta de colaboração ou boa vontade por parte do Poder Legislativo. Pelo contrário, o próprio vereador Arroio fez questão de recordar que a Câmara Municipal cumpriu rigorosamente sua parte no processo, aprovando, inclusive, uma medida de grande impacto: a extinção da taxa de melhoria das áreas empresariais. A intenção clara e inequívoca por trás dessa aprovação era justamente simplificar a vida e reduzir os custos para aqueles empreendedores e investidores que demonstrassem interesse em se estabelecer na região. Contudo, e para a frustração geral, parece que esse benefício fiscal, que deveria ser um forte incentivo, ainda não se traduziu na tão esperada chegada de grandes marcas, empresas inovadoras ou mesmo de empreendimentos de menor porte que pudessem dinamizar a economia de nossa querida Fernandópolis.

O requerimento apresentado pelo vereador Arroio transcende a mera constatação de um problema. Ele busca, de forma transparente e objetiva, obter informações “preto no branco” sobre quais são os projetos concretos e as ações efetivas que estão sendo desenvolvidas, ou que deveriam estar sendo desenvolvidas, pela administração municipal com o objetivo explícito de atrair novos investimentos para a cidade. E a curiosidade do Legislativo não se encerra aí. O documento questiona também, com grande precisão, a contratação e o custo financeiro de eventuais consultorias técnicas especializadas em prospecção de empreendimentos. Essa é uma área que frequentemente consome recursos significativos e, portanto, demanda total clareza. Além disso, o requerimento indaga sobre a doação de terrenos públicos localizados dentro da área do Distrito Empresarial Lauro Marson. Parece evidente que o Poder Legislativo municipal deseja ardentemente compreender se o dinheiro público, que é fruto do esforço de todos os cidadãos, está sendo empregado de maneira eficiente e estratégica. Mais ainda, busca-se verificar se as promessas e os planos, que foram discutidos e delineados em reuniões anteriores entre a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e esses consultores privados, têm alguma chance real de sair do papel e se transformar em resultados tangíveis para a comunidade.

Para a população em geral de Fernandópolis, o impacto direto e imediato dessa inércia e dessa falta de progresso é palpável e preocupante. Uma quantidade menor de empresas em atividade na cidade significa, invariavelmente, menos empregos disponíveis, o que se traduz em menos oportunidades concretas para nossos jovens que estão ingressando no mercado de trabalho e para aqueles cidadãos que buscam uma recolocação profissional. Significa também, e não menos importante, uma arrecadação menor de impostos para os cofres municipais. Esses recursos, que poderiam e deveriam ser revertidos em melhorias substanciais e urgentes para áreas essenciais como a saúde, a educação e a infraestrutura básica da cidade, acabam por não chegar. A falta de transparência, um ponto crucial apontado com veemência pelo vereador Daniel Arroio em sua argumentação, serve apenas para aumentar ainda mais a desconfiança já existente entre os cidadãos. Uma pergunta paira no ar: será que a gestão do prefeito João Paulo Cantarella possui um plano B, uma alternativa viável e eficaz para reverter essa situação? Ou, lamentavelmente, vamos continuar a assistir ao Distrito Empresarial Lauro Marson permanecer como um melancólico monumento à espera de dias, e de investimentos, muito melhores?

Agora, a responsabilidade e a “bola” estão, indiscutivelmente, com o Poder Executivo municipal. O prefeito João Paulo Cantarella e sua equipe terão a obrigação de especificar, com clareza e detalhe, quais procedimentos administrativos e quais negociações estão de fato em andamento para, finalmente, viabilizar a tão necessária ocupação dos lotes industriais que hoje se encontram vazios. Mais do que isso, eles precisarão oferecer respostas claras, objetivas e satisfatórias aos moradores de Fernandópolis, que aguardam ansiosamente por soluções. A cidade inteira espera por essas explicações e por ações concretas. E o vereador Daniel Arroio, agindo em sintonia com a Câmara Municipal, promete manter um olhar atento e vigilante sobre todo o processo. Afinal, o desenvolvimento econômico de uma cidade não pode ser encarado como um favor ou uma concessão; ele é, na verdade, uma necessidade urgente e inadiável para garantir um futuro próspero e digno para toda a nossa gente e para as próximas gerações de Fernandópolis.