Quando um dos jornais mais respeitados do mundo, o The Wall Street Journal, resolve soltar uma bomba dessas, é porque o circo já está pegando fogo mesmo — e não é fogo de palha.

No dia 10 de agosto de 2025, o WSJ publicou um artigo que basicamente colocou o Supremo tribunal Federal do Brasil na berlinda, acusando-o de ser o chefão da mais nova modalidade de golpe: o “autoritarismo institucionalizado”. Nada de tanques nas ruas ou golpes militares clássicos. A moda agora é enfraquecer a democracia com jeitinho, ocupando todos os espaços do poder — e o STF, segundo a reportagem, está fazendo isso com maestria.
A crise não veio do nada: um roteiro clássico de “democracia de mentirinha”
O texto aponta que os regimes autoritários modernos não chegam derrubando governos com baionetas, mas corroendo as instituições de dentro para fora. O modelo? Venezuela, com aquele velho conhecido Hugo Chávez ditando o passo. E o Brasil, adivinha? Segundo o WSJ, entrou nesse trem fantasma, tendo o STF como maquinista.
A primeira parada dessa viagem para o abismo teria sido em 2019, com o famigerado “inquérito das fake news”. O STF, diz a reportagem, resolveu acumular papel de acusador, investigador e juiz — tudo junto, para garantir que a democracia fosse “filtrada” ao gosto do tribunal. Alexandre de Moraes, que não perde uma oportunidade de virar personagem principal, foi pintado como o chefe do esquema: monitorando redes sociais, criminalizando opiniões que não gostam, prendendo preventivamente quem resolve discordar.
E não parou por aí. O papel do ministro no tribunal Superior Eleitoral durante as eleições de 2022 foi descrito como uma operação digna de “ministério da verdade”, monitorando discursos, censurando opositores e fazendo do tribunal uma espécie de polícia política disfarçada de corte eleitoral.
Justiça seletiva? Prisões em massa e sentenças exageradas para “inimigos”
E o circo de horrores continua: a matéria denuncia que, após os tumultos de 8 de janeiro de 2023, cerca de 1.500 pessoas foram presas — algumas esperando julgamento por até um ano, um luxo que só os “inimigos” da corte tiveram. Enquanto isso, episódios de violência de esquerda receberam um tratamento “mais suave”, para usar um eufemismo.
Lá no meio desse pandemônio, o WSJ não esquece de mencionar a anulação das condenações do presidente Lula em 2021, um episódio que fez o tribunal perder a máscara e intensificar sua repressão a opositores, lançando mão do “inquérito das milícias digitais” para mandar censurar e desmonetizar influenciadores críticos — o novo “controle social” digital, versão tropical.
O alerta americano que ninguém no Brasil quer ouvir
No fim das contas, o artigo bate na tecla: “Quer gostem ou não de Jair Bolsonaro, a politização do Supremo é um fato claro”. Senadores da direita até tentam, com um impeachment contra Moraes, trazer um pouco de equilíbrio à justiça — missão quase impossível num tribunal que parece ter virado palanque.
E para mostrar que o mundo está de olho, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou Moraes com base na rigorosa Lei Magnitsky — um recado claro de que os Estados Unidos não estão curtindo essa bagunça institucional.
Em resumo: O Brasil virou palco da “democracia disfarçada”
O STF, que deveria ser o guardião da Constituição, virou protagonista de um espetáculo preocupante. A “democracia” no Brasil, segundo o WSJ, está sendo minada com sofisticada caneta, censura e justiça seletiva.
Mas quem se importa? Enquanto isso, meia dúzia celebra o arbítrio com discursos vazios de “defesa da democracia”, enquanto a verdadeira democracia vai sendo esfarelada bem diante dos nossos olhos.
Fica a pergunta: até quando vamos assistir ao STF brincar de ditadura com o nosso futuro?













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